Audiência debate cotas partidárias e participação das mulheres na política

No mês em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, a Câmara Municipal de Campo Grande promove Audiência Pública para debater o seguinte tema “Cotas Partidárias e a Efetiva Participação das Mulheres na Política. Vamos empoderar?”. O evento será na próxima segunda-feira, dia 18 de março, às 9h, proposto pelo vereador Prof. João Rocha, presidente da Casa de Leis.

 

A discussão contará com mulheres que participam da vida política em Mato Grosso do Sul e no País. É esperada a presença de Sílvia Rita Oliveira de Souza, que foi secretária nacional de enfrentamento a violência contra as mulheres.

 

Na audiência, a partir desses exemplos de representatividade, será abordado que “não haverá democracia efetiva, nem avanços concretos na construção de igualdade de direitos entre homens e mulheres, enquanto não for garantida a participação das mulheres, de forma paritária, em todos os espaços e instâncias de poder”.

 

O vereador Prof. João Rocha considera que o debate pode servir como fator motivacional para estimular que as mulheres interessem-se pela política. “É preciso abrir espaço para essa discussão e, eventos como esse, são importantes porque, com a participação das mulheres, elas podem estar motivadas para esse desafio. É um grande desafio, pois hoje estão criminalizando a política, mais um fator que pode contribuir para afastar a mulher a ser candidata e colocar seu nome para ser avaliado pela sociedade”, disse.

 

O vereador considera positiva a “mescla de gêneros para fortalecimento da política em sua essência”. Na audiência, serão debatidas ferramentas para auxiliar no empoderamento e encorajamento da mulher na política.

 

O debate sobre as cotas partidárias, que também será abordado na Audiência, surge em momento importante, em que nacionalmente ocorreram denúncias de irregularidades com o uso de candidatas laranjas. “Isso não pode acontecer. Por isso, respeito e paridade entre homens e mulheres precisa ser trabalhado. Por conta desse fato, não podemos recuar. Pelo contrário temos que avançar para quebrar barreiras, tipos de discriminação e preconceito para que as próprias mulheres se sintam empoderadas”, reforçou.

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