Representantes dos servidores estaduais fazem manifesto em apoio a reeleição do governador Reinaldo Azambuja

Representantes de 18 sindicatos de servidores e da Cesp (Central das Entidades dos Servidores Públicos de MS) entregaram nesta quarta-feira (17) um manifesto de apoio à reeleição do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) por conta dos avanços conquistados pelas categorias durante os três anos e 10 meses de administração.

 

Apesar da maior crise financeira da história, Reinaldo conseguiu corrigir distorções salariais, aprimorar os planos de cargos e carreiras, recuperar perdas inflacionárias, convocar concursados, lançar novos certames e conceder promoções e progressões, mantendo o diálogo aberto com todas as categorias. Além disso, ele tem o compromisso de incorporar o abono aos salários dos servidores em março de 2019.

 

“Tivemos avanços nas carreiras e o pagamento em dia. Claro, que sempre falta alguma coisa em tempo de crise. Passamos uma crise muito difícil e isso é reconhecido por todos. O senhor [Reinaldo Azambuja] sabe que valorizando o servidor público, está valorizando a população. Por quê? Porque a população é que acaba recebendo os serviços públicos. Está lá o servidor público para atender com todo o carinho, com toda a humanidade”, afirmou o vice-presidente do Sindijus-MS (Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul), Fabiano Reis.

 

“O cenário político do momento mostra que temos que caminhar com responsabilidade com aquele que avançou e tem grande possibilidade de avançar ainda mais. Estamos aqui porque acreditamos no governador Reinaldo Azambuja”, disse o presidente da Associação de Cabos e Soldados (ACS), Cabo Mario Sérgio do Couto.

 

O diálogo permanente com os servidores foi um dos pontos destacados pela presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores da Administração do Estado de Mato Grosso do Sul (Sindsad), Lilian Fernandes. “É um governo que se manteve aberto para ouvir e falar com os servidores e, por isso, merece ter continuidade. Vamos continuar discutindo as demandas da carreira dos servidores”. O Sindsad representa aproximadamente 7 mil servidores.

 

Presidente do Sindicato dos Agentes de Segurança Patrimonial, Geraldo Celestino de Carvalho afirmou que Reinaldo Azambuja ainda vai fazer mais pelos funcionários. “No primeiro mandato, mesmo com a crise, avançamos dentro das possibilidades com promoções, alimentação e planos de cargos e carreiras. Acreditamos que a melhora da economia abre perspectivas nos próximos quatro anos para avançarmos ainda mais. O desejo da categoria é pela continuidade da administração”, disse.

 

Reinaldo Azambuja agradeceu o apoio e reafirmou os compromissos com os servidores. “Vocês são o maior ativo que o Estado tem. Quem toca o Estado são vocês. A palavra que eu tenho para vocês é ‘gratidão’. Quando vocês hipotecam apoio a continuidade do nosso trabalho é porque confiam. Vocês trabalham a vida toda pelo Estado. Eu sou funcionário contratado. Meu prazo de validade do primeiro contrato termina em 31 de dezembro. Eu posso ter mais um contrato de quatro anos. As urnas que vão dizer. Mas vocês têm a vida inteira dedicada ao serviço público.”

Governador reeleito do Ceará e do PT reafirma críticas de Cid Gomes ao partido

O governador reeleito do Ceará, Camilo Santana (PT), comentou hoje (17) as duras críticas feitas por um de seus maiores aliados, o senador eleito Cid Gomes (PDT-CE) ao PT. Camilo Santana disse que ele próprio já fez as mesmas críticas e reafirmou a necessidade de autocrítica partidária. “Dei declarações, entrevistas divulgadas até por veículos nacionais, de que é importante o PT reconhecer alguns erros que foram cometidos, inclusive sugeri isso à direção nacional. Essa é minha opinião há muito tempo”, disse, ao visitar o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE).

 

Ainda na avaliação do petista, que foi o governador mais bem votado do país com quase 80% dos votos válidos no primeiro turno, “tudo não passou de um desabafo”. Para Camilo, o  Brasil precisa de um novo rumo, de diálogo; não de ódio e separação. Questionado se a participação do PDT, partido de Cid Gomes, no seu governo poderia ser reavaliada por causa de suas  declarações, Camilo Santana foi categórico. “ Essa hipótese está afastada”, disse. Ele lembrou que o PDT é aliado do PT no Ceará e que “problemas sempre existem e existirão”.

 

Em vídeo vazado na última segunda-feira (15),  Cid Gomes afirmou,durante ato fechado com petistas em Fortaleza, que, se o PT não tiver humildade para fazer um mea culpa no segundo turno da disputa presidencial, será “bem feito perder a eleição”. “E vão perder feio porque fizeram muita besteira”, completou.  Alguns apoiadores do PT reagiram às declarações com vaias, às quais Cid respondeu chamando um militante de babaca. As declarações tiveram grande repercussão entre os petistas e na campanha do presidenciável  Fernando Haddad, que conta com o apoio do PDT neste segundo turno. O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, irmão de Cid,  ficou em terceiro lugar na disputa e está na Itália, em viagem de férias.

 

Fonte: Agência Brasil

Jair Bolsonaro diz ao arcebispo do Rio ter firmado compromisso em defesa da família

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, encontrou-se  hoje (17) com o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta. Ele não deu entrevistas à imprensa, mas fez um breve discurso durante o encontro, em que afirmou que se colocou à disposição do arcebispo para sempre “ouvi-lo com o coração aberto”.

 

“Assinamos um compromisso em defesa da família, em defesa da inocência da criança em sala de aula, em defesa da liberdade das religiões, contrário ao aborto, contrário à legalização das drogas. Ou seja, um compromisso que está no coração de todo brasileiro de bem”, disse o candidato ao lado do arcebispo.

 

A reunião ocorreu por volta das 9h, na Arquidiocese do Rio de Janeiro, na Glória, zona sul da capital. Segundo a arquidiocese, o encontro foi um pedido do candidato. Além de Bolsonaro, também estiveram no local o presidente em exercício do PSL, Gustavo Bebianno, e o empresário Paulo Marinho, que é suplente do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

 

Depois da visita ao Bispado, o candidato se deslocou para a sede da Superintendência da Polícia Federal, no centro do Rio.

 

Redes sociais

 

Em seus perfis nas redes sociais Facebook e Twitter, Bolsonaro também publicou, hoje de manhã, uma mensagem sobre descentralização de recursos públicos.

 

“Ninguém entende melhor os problemas de uma região do que seu próprio povo, por isso vamos descentralizar os recursos e dar mais autonomia financeira aos estados e municípios. Além da melhor aplicabilidade, a medida facilita a fiscalização e o combate à corrupção de perto”.

 

Polícia Federal

 

Na saída do prédio da Polícia Federal (PF), o candidato disse que se encontrou com o superintendente da corporação no Rio de Janeiro, Ricardo Saadi, e com membros de sua equipe.

 

“Sempre tive profundo respeito e admiração pela PF. Não é a primeira vez que os visito. Por lei, eles estão fazendo um trabalho da minha segurança. E não é porque está na lei que não devo reconhecimento a eles. Quero agradecê-los.”

Avaliação

 

Bolsonaro confirmou à imprensa que passará por nova avaliação médica amanhã (18) e que os profissionais decidirão se poderá participar de debates.

 

“A política é estratégia. O Lula não compareceu a debates no final”, lembrou. “Nós estamos com a mão na faixa, é verdade. Podemos até não chegar lá, mas estamos com a mão na faixa, ele não vai tirar 18 milhões de votos de agora até daqui a dois domingos”, disse Bolsonaro, acrescentando que seu adversário, Fernando Haddad (PT), está “apavorado” e “perdido”.

 

O presidenciável do PSL atacou Haddad. “Vou debater com um cara que é um poste, um pau mandado do Lula? Tenha a santa paciência. A equipe médica decide amanhã se estou em condições ou não.”

 

Fonte: Agência Brasil

Em reunião com evangélicos, Haddad propõe federalizar combate ao crime

Em encontro com líderes evangélicos de vários segmentos, o candidato à Presidência pelo PT, Fernando Haddad, ressaltou hoje (17) sua determinação em federalizar o combate ao crime organizado, reduzir o número de homicídios, garantir a liberdade religiosa e debater temas que chamou de “delicados”, como aborto e drogas. “Um presidente não pode ser eleito para impor seu ponto de vista sobre as coisas”, disse.

 

Ao lado da mulher, Ana Estela, e da ex-governadora e ex-senadora Benedita da Silva (PT-RJ), Haddad passou a manhã em um hotel de São Paulo conversando com integrantes das igrejas Luterana, Metodista, Anglicana, Assembleia de Deus, Presbiteriana, Batista e Betesda. O candidato destacou que ele e a mulher seguem princípios cristãos e defendeu o Estado laico como forma de garantir a liberdade de culto.

 

Após o encontro, Haddad defendeu a federalização do combate ao crime organizado e metas para reduzir o número de homicídios no país. “O combate vai ser feito pela Polícia Federal, sobretudo, [contra] as organizações que atuam em âmbito nacional e que estão deixando em situação difícil governadores que estão recebendo essas organizações agora, como é o caso do Nordeste que está sofrendo o efeito da expansão das organizações do Rio e de São Paulo para o resto do país”, disse, em entrevista coletiva.

 

Sistema único

 

O candidato defendeu a implantação de um Sistema Único de Segurança Pública, a partir de alterações constitucionais. Segundo ele, há condições de aprovar a proposta. “Há ambiente para aprovar. A Constituição é muito sintética, ela tem um artigo destinado à segurança pública. Nós queremos fazer um capítulo destinado à segurança pública, criando um Sistema Único de Segurança Pública.”

O candidato lamentou o elevado o número de mortes no país. “Nós já temos a polícia que mais mata e que mais morre no mundo”, enfatizou.

Haddad rebateu a sugestão do adversário Jair Bolsonaro (PSL) de não processar policiais que reajam e acabem matando durante o serviço. “Essa licença para matar dificilmente vai passar pela Constituição. A Constituição não acolhe esse tipo de procedimento nem o Ministério Público.”

Sobre alianças políticas, Haddad disse que “nunca fez referência específica” ao PSDB quando lançou a proposta da frente democrática. Segundo ele, sua afinidade é com o “velho PSDB”, sobretudo do ex-governador Mario Covas, já falecido.

Fake news

 

No encontro, o pastor Ariovaldo Ramos, da Frente Evangélica pelo Estado de Direito, pediu para os líderes presentes que trabalhem para combater a disseminação de informações falsas nas comunidades religiosas.

 

Haddad reclamou das mentiras nas redes sociais, que o atingem e também afetam sua família. “Eu fiquei muito preocupado com a onda de calúnias difamatórias que passaram a frequentar as redes sociais porque isso não vem a público de forma honesta, olho no olho”, disse.

Fernando Henrique Cardoso diz que ‘porta’ entre ele e Haddad está ‘enferrujada’

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) disse nesta quarta-feira (17) que a “porta” entre ele e o candidato à Presidência pelo PT, Fernando Haddad, está “enferrujada”. “E acho que a fechadura enguiçou”, afirmou em evento na cidade de São Paulo.

 

Em entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo” no fim de semana, o tucano disse que entre ele e o petista há “uma porta”, e com Bolsonaro, “um muro”.

 

Questionado sobre o que precisaria para “abrir a porta”, afirmou: “Já devia estar. Depois que emperra, fica difícil. Você fica pensando, ‘meu Deus, por que agora?’”.

 

O ex-presidente acrescentou que, independente do vencedor da eleição, “o Brasil vai precisar de coesão”. “Não dá para governar meio a meio, você precisa ter algo em comum. Aí sim vamos ter que ter portas abertas para poder conversar e avançar juntos.”

 

Para FHC, a “sociedade mudou”, e o peso dos partidos diminuiu na hora do voto. “Acho que as pessoas estão tomando posição independente de apoiar, deixar de apoiar, e é muito difícil tomar uma decisão nesse momento. Cada um vai fazer o que achar melhor. Vai coincidir com o que eu penso? Acho que não.”

 

O tucano também foi questionado sobre a criação de uma “frente democrática”, mas disse mais uma vez que isso não representaria uma mudança na eleição. “Você acha que as pessoas vão olhar para alguma frente? O modo de você aprender agora é muito mais personalizado, cada um está tomando suas decisões. Isso não quer dizer que eventualmente você não possa criar, mas, por que agora?”

 

“O Brasil precisa de uma tremenda frente em favor do seu povo, essa frente implica em liberdade e implica em democracia e respeito à Constituição. Para isso eu vou estar sempre disposto a dar mãos juntos a quem quiser evitar que o Brasil vá para o caminho do autoritarismo”, disse.

 

Fonte: G1

Jair Bolsonaro faz comparações de suas propostas de Governo com as do adversário petista Fernando Haddad

No Rio de Janeiro, o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, grava participação no programa eleitoral e intensifica as postagens nas redes sociais hoje (16). O foco é mostrar algumas das suas propostas de governo e compará-las às do adversário do PT, Fernando Haddad.

 

O candidato do PSL cita que é contra a progressão de pena, redução da maioridade penal e o saidão, por exemplo. Acrescenta que é contrário a qualquer tipo de controle da mídia e interferências na Justiça. Ele disse ainda que é favorável à redução do número de ministérios – hoje, 29.

 

Em relação à economia, Bolsonaro afirma, nas postagens, que é favorável à redução de impostos, mas não detalha como será feito o processo. Em um post em italiano e português, o candidato cita mensagem atribuída ao vice-primeiro ministro da Itália, Matteo Salvini, saudando-o.

 

Bolsonaro aproveitou para defender a extradição do italiano Cesare Battisti, condenado em seu país à prisão perpétua por atos ilegais, e que vive no país. Para o candidato, Battisti é um “terrorista”. “Mostraremos ao mundo nosso total repúdio e empenho no combate ao terrorismo.”

 

Fonte: Agência Brasil

Fernano Haddad diz que substituirá toda a equipe econômica caso vença a eleição

O candidato à Presidência pelo PT, Fernando Haddad, disse hoje (16) que, caso vença as eleições, pretende mudar toda a atual equipe econômica. Ele enfatizou que essa é uma das diferenças que marcam, no segundo turno, as propostas dele e do adversário do PSL, Jair Bolsonaro. “Ao contrário do Bolsonaro, nós decidimos não manter ninguém da equipe econômica do Temer no nosso governo. A partir do dia 1º de janeiro, a equipe do Temer sai e entra uma nova equipe”, ressaltou em entrevista coletiva.

 

Jair Bolsonaro e seu coordenador de programa econômico, Paulo Guedes, já fizeram elogios públicos ao presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e o consideraram “excelente nome” para seguir no cargo. Guedes também elogiou o atual secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida. Paulo Guedes já disse em entrevistas que terá total liberdade para montar sua equipe, caso Bolsonaro vença – e ele não excluiu aproveitar “extraordinários quadros” do setor público.

Fake news sobre “kit gay”

 

Haddad também comemorou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que ordenou a remoção de seis postagens de Bolsonaro no YouTube e no Facebook que criticam o livro “Aparelho Sexual e Cia.” e dizem que a obra foi distribuída a escolas públicas no período em que candidato do PT, Fernando Haddad, comandava o Ministério da Educação. “Apesar do atraso, ficamos felizes que o tribunal eleitoral tirou do ar o vídeo em que o Bolsonaro me acusa de distribuir material impróprio para crianças de seis anos. É uma luta de anos que foi vencida ontem”, destacou o candidato ao lembrar que a fake news foi amplamente difundida, especialmente entre grupos religiosos.

 

Nos vídeos, Bolsonaro afirma que o livro integra o programa Escola sem Homofobia e estimula as crianças a se interessarem por sexo precocemente, sendo “uma porta aberta para a pedofilia” e “uma coletânea de absurdos”. Por mais de uma vez, no entanto, o Ministério da Educação negou a aquisição dos exemplares e a implementação de tal programa, chamado de “kit gay” por Bolsonaro.

 

“A difusão da informação equivocada de que o livro em questão teria sido distribuído pelo MEC gera desinformação no período eleitoral, com prejuízo ao debate político, o que recomenda a remoção dos conteúdos com tal teor”, destaca o ministro do TSE Carlos Horbach na decisão que determinou a remoção do conteúdo.

 

No pedido ao TSE, os advogados do PT chamaram os vídeos de “grave mentira” e afirmaram que o episódio ocorre desde 2016, a partir de uma publicação no Facebook.

 

Fonte: Agência Brasil

Denúncias de fraude em urnas serão registradas on-line, afirma ministro

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse hoje (16) que todas as denúncias feitas por cidadãos nas seções eleitorais sobre irregularidades no processo de votação serão registradas em tempo real e disponibilizadas on-line para acompanhamento da apuração do caso.

 

Jungmann e a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, assinaram nesta terça-feira (16) um termo de orientação conjunta com diretrizes a serem seguidas por mesários e presidentes das seções eleitorais diante de denúncias sobre fraude nas urnas.

 

Nesses casos, os mesários e presidentes de seção deverão fazer o registro das denúncias e enviá-las em tempo real ao sistema da Justiça Eleitoral, por meio de uma funcionalidade acrescentada ao aplicativo Pardal, que já se encontra disponível.

 

“A grande vantagem aqui é que toda e qualquer denúncia estará registrada e colocada em rede aberta, e vocês vão poder conferir o se, o quando e o como, e qual o resultado daquela apuração. Essa é amaneira mais transparente que você pode dar a qualquer tipo de problema que seja verificado por qualquer eleitor ou eleitora”, disse Jungmann após assinar o termo, no TSE.

 

Segundo o ministro, o objetivo é desencorajar que denúncias sejam feitas após o eleitor deixar a seção eleitoral. Desse modo, acredita o ministro, ficaria mais fácil separar situações verdadeiras de boatos que tenham como objetivo somente abalar a credibilidade da urna eletrônica. Ainda de acordo com Jungmann, reclamações posteriores necessitariam assim apresentar também uma justificativa para não terem sido feitas na hora da votação.

 

“Acredito que qualquer denúncia que venha a ser feita, deve ser devidamente investigada e apurada. Agora, não entendo por que se você tem a mesa ali, o mesário está ali, o presidente [da seção] está ali, ele tem um aplicativo, tem a determinação de fazê-lo [registrar a denúncia], por que fazer depois? No mínimo uma justificativa tem que ser dada a esse respeito”, defendeu o ministro.

 

Jungmann informou que espera receber até o fim de semana um relatório da Polícia Federal (PF) com o resultado das investigações sobre todas as irregularidades em urnas eletrônicas relatadas no primeiro turno das eleições. Ele disse que “quem usa fake news para tirar a credibilidade ou para deturpar ou causar comoção, aí de fato não tem jeito, tem que ser punido”.

 

Fonte: Agência Brasil

Após criticar o PT, Cid Gomes diz que ”Haddad é melhor que Bolsonaro”

Um dia após fazer críticas ao PT, o senador eleito Cid Gomes (PDT-CE) disse no Facebook que o candidato do partido à Presidência, Fernando Haddad, “é infinitamente melhor que o Bolsonaro”.

 

“Comparei os dois nomes que estão no 2º turno. O Haddad é infinitamente melhor que o Bolsonaro. Eu não quero me vingar de ninguém. Para o Brasil o menos ruim é o Haddad. Por isso penso que seria melhor que ele ganhasse”, escreveu Cid, que é irmão do terceiro colocado na disputa presidencial, Ciro Gomes (PDT).

 

Em Fortaleza, na noite desta segunda-feira (15), Cid recebeu vaias ao dizer, durante um evento de apoio a Haddad, que o PT deveria fazer um “mea culpa” e que, se não fizer isso, será “bem feito perder a eleição” para Jair Bolsonaro (PSL). O senador eleito também afirmou que o partido “criou” Bolsonaro.

 

Ainda assim, ele fez elogios a Haddad durante o evento. “Eu conheço o Haddad, é uma boa pessoa, tenho zero problemas de votar no Haddad, é uma boa pessoa, mas fica algum companheiro do PT que me suceda aqui na fala, se quiser dar um exemplo para o país, tem que fazer um ‘mea culpa’, tem que pedir desculpas, tem que ter humildade de reconhecer que fizeram muita besteira”, declarou (veja abaixo).

 

 

Segundo o colunista Gerson Camarotti, o vídeo com as críticas de Cid Gomes causou forte desconforto à campanha de Fernando Haddad. O candidato do PT à Presidência esperava um gesto de apoio de Cid e de Ciro Gomes (PDT), que viajou para o exterior.

 

No post publicado nesta terça-feira (16), Cid explicou por que falou em “mea culpa”. “Creio que a única forma de ajudar a evitar que essa ânsia popular de negação coloque o país numa aventura obscurantista seria uma profunda autocrítica da companheirada seguida de um encarecido e sincero pedido de desculpas. Na sequência uma palavra firme do Haddad de que governará suprapartidariamente. Será pedir demais? Muita ingenuidade? Penso assim pelo Brasil! Ajo assim pelos brasileiros!”

 

Haddad diz que prefere olhar ‘lado positivo’

 

Em entrevista à imprensa, em São Paulo, Haddad foi questionado nesta terça-feira (16) sobre a declaração do Cid.

 

“Essa coisa é meio acalorada, mas eu não vou ficar comentando isso até porque eu tenho uma amizade pessoal com o Cid, ele fez elogios à minha pessoa, prefiro sempre olhar pelo lado positivo”, afirmou o petista.

 

Indagado mais uma vez sobre sua opinião sobre as críticas feitas por Cid ao PT e aos militantes do partido, Haddad preferiu amenizar.

 

“Eu não comentar o vídeo porque eu não vi todo, no que me diz respeito a amizade com o Cid é a mesma e o apreço é o mesmo”, ressaltou.

 

Camilo nega crise

 

O governador reeleito no Ceará, Camilo Santana (PT), negou que o bate-boca de seu aliado Cid Gomes (PDT) com militantes petistas tenha provocado uma crise entre os dois partidos no Estado.

 

Ao ser questionado se foi um erro de estratatégia do PT não apoiar Ciro no primeiro turno, o governador se limitou a dizer que não vai discutir isso agora e que o foco é “trabalhar” no segundo turno em prol de Haddad. Para ele, a candidatura de Bolsonaro é um “desastre” para o Brasil.

 

“O que está em jogo aí não é PT, não é partido, não é A ou B, o que está em jogo é o Brasil e, na minha opinião, um desastre para o Brasil, o Bolsonaro. Primeiro, porque ele é antidemocrático, é reacionário, discrimina as pessoas. Respeito o direito de todo mundo votar livremente escolher os seus candidatos, mas é importante nesse momento a população fazer uma reflexão. Eu não quero que meus filhos tenham um presidente onde o símbolo dele é mostrar uma arma”, disse.

 

Fonte: G1